Navalha na Carne


Navalha na carne é a obra mais encenada do dramaturgo Plínio Marcos, ao lado de Dois perdidos numa noite suja. Censurada em 1967, a peça se passa em um sórdido quarto de hotel de quinta classe, onde a prostituta Neusa Sueli, o cafetão Vado e o homossexual Veludo encarnam a existência sub-humana e marginalizada.
Tudo começa quando Vado (Antônio José Soares da Silva) se dá conta de que o dinheiro do programa de Neusa Sueli (Walma da Silva Almeida), que seria gasto no jogo e na maconha, não foi repassado a ele. A suspeita do roubo cai sobre Veludo (Jeferson Bastos de Souza), empregado da pensão. A partir daí, o público assiste ao embate entre os três, que traz à tona insatisfações e sentimentos escondidos.
Como o próprio autor costumava dizer: "o texto só se tornou um clássico porque o país não muda".
Navalha na carne é uma metáfora da estrutura de poder entre as classes sociais brasileiras, uma vez que as personagens, embora pertençam ao mesmo extrato social, se dedicam a uma incessante disputa para dominar o próximo. Drama.

Texto: Plínio Marcos
Direção: Humberto Issao
Elenco: Antônio José Soares da Silva/ Jeferson Bastos de Souza/ Walma da Silva Almeida
Figurinos e cenografia: O grupo

Dia e horário
Sábado, 13/12/14 - 19hrs

Local
Teatro Américo Alvarez

Duração
60 min

Gênero
Drama


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