A primeira peça longa
de Bertolt Brecht é a história da vida de um poeta e cantor bêbedo,
rude e mulherengo. Com o seu amigo músico, Ekart, Baal deambula por toda parte
bebendo e lutando. Engravidada por ele, Sophie segue-o e acaba por se afogar.
Baal seduz ainda a amante de Ekart que acaba por assassinar. Perseguido pela
polícia, morrerá sozinho numa floresta. Apesar de ser um retrato anti-heróico,
não há dúvida de que muito da imagem romântica do poeta-fora-da-lei se aplica a
este Baal cuja linguagem descende directamente de Rimbaud e Villon.
BAAL aparece como resposta a O
SOLITÁRIO de Hans Johst, onde se relata a história do poeta alemão Grabbe dando-lhe
um significado expressionista contra o qual Brecht se quis insurgir.
Inspirando-se na vida do poeta francês, escritor medieval de baladas, François
Villon, Brecht pretende em Baal mostrar a natureza elementar do indivíduo que
se alimenta do prazer e não pensa sequer em pagar as despesas da vida burguesa.
Mas ao longo da escrita, Brecht encontra também Verlaine, Rimbaud e Büchner.
Com Baal, Brecht revolta-se contra o pathos expressionista, contra os artistas
endeusados, contra o tradicional conflito, por ele repudiado, entre a vida e a
arte. Brecht procurava o escândalo e encontrou-o. Pouco depois da estreia, o
presidente da câmara de Leipzig proibiu a continuação da carreira da peça.
Texto Original: Bertolt Brecht
Direção: Humberto Issao e Vanja
Poty
Elenco: Fabio da Silva Moura e
Marlon Bruno Machado Pontes
Adaptação: Fabio da Silva Moura e
Marlon Bruno Machado Pontes
Figurinos e cenografia: O grupo
Sexta-feira, 12/12/14 - 21hrs
Local
Salão Samambaia. ESAT.
60 min
Gênero
Drama Cômico


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